Os acordes e as sequências mais utilizados no Rock

Os acordes e as sequências mais utilizados no Rock

No âmbito da música popular, foi conduzido um estudo, nos EUA, que tinha por objeto 100 músicas de Rock. O objetivo do estudo era o de analisar quais acordes e quais sequências harmônicas eram mais utilizados.  O ponto de partida para a escolha das músicas foi o artigo publicado na revista Rolling Stone chamado “500 Greatest Songs of All Time“, em que uma equipe variada de jornalistas, críticos, músicos, etc elegeram as 500 melhores músicas de todos os tempos.

Os autores do estudo (Trevor de Clercq e David Temperley), publicado pela Eastman School of Music (NY-EUA) observam que os acordes I, IV e V são, decididamente, os mais utilizados. Fazem também uma estatística das sequências harmônicas mais comuns que terminam na tônica, chegando aos resultados que temos a seguir. Veja as sequências e o número de vezes em que se apresentaram nas 100 canções escolhidas. Colocamos um áudio para você ouvir como cada uma soa, tente “entender” os movimentos harmônicos, “absorver” suas sonoridades, se possível tente cantar as fundamentais dos acordes.

Sequência harmônica: IV – V – I. Quantas vezes se apresenta: 352

 

Sequência harmônica: V – IV – I. Quantas vezes se apresenta: 292

 

Sequência harmônica: bVII – IV – I. Quantas vezes se apresenta: 146

 

Sequência harmônica: VIm – IV – I. Quantas vezes se apresenta: 126

 

Sequência harmônica: bVII – bVI – I. Quantas vezes se apresenta: 103

 

Sequência harmônica: bIII – bVI – I. Quantas vezes se apresenta: 66

 

Sequência harmônica: IIm – V – I. Quantas vezes se apresenta: 63

 

Sequência harmônica: bVI – bVII – I. Quantas vezes se apresenta: 60

 

Sequência harmônica: V – VIm – I. Quantas vezes se apresenta: 42

 

Sequência harmônica: IV – bVII – I. Quantas vezes se apresenta: 39

 

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Uma coisa interessante apontada por De Clercq e Temperley é que, normalmente, os baixos dos acordes se baseiam, em sua maioria, nas fundamentais. Algumas vezes se encontram umas inversões (na 3ª, na 5ª ou na 7ª do acorde na voz do baixo), mas, de forma geral, a linha mais grave segue mesmo a fundamental dos acordes.

 

Algumas considerações

1. É claro que a amostra que vimos aqui se refere apenas a movimentos harmônicos de três acordes que terminam na tônica, e não esgotam a linguagem harmônica do Rock. Porém, pelo fato de ser as sequências mais utilizadas, vale a pena conhecê-las e aprender a reconhecê-las.

2. É evidente que a seleção das músicas publicada na revista Rolling Stone, que foi o ponto de partida do estudo conduzido por De Clercq e Temperley, é algo que reflete a comunidade anglófona, aliás, com algumas exceções, se remete basicamente apenas à música norteamericana. Observamos que na lista de música se encontram exclusivamente músicas em inglês, o que, por exemplo, exclui a produção de Rock brasileiro. Mas será que esse último empregaria harmonias diferentes?

3. Outra observação diz respeito ao fato de que o termo Rock abrange uma produção musical muito ampla e diversificada. Talvez possamos nos perguntar se a aplicabilidade das fórmulas apresentadas se daria para todo tipo de produção. A pergunta seria lícita. Todavia, acredito que a base harmônica que estamos considerando aqui seja mesmo “universal”, e que permaneça também ali onde existe uma harmonia mais rebuscada.

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Turi Collura é pianista, compositor, músico profissional. Atua como professor em Cursos de Pós-Graduação, em Conservatórios e Festivais de música pelo Brasil e no exterior.Formado na Itália em Disciplinas da Música (Bolonha) e na Escola de Jazz (Milão), é Mestre pela UFES, e Pós-graduado pela mesma Instituição.Turi é Coordenador Pedagógico do Terra da Música e Professor de alguns cursos online. É autor de métodos em livros e DVD (Improvisação, Piano Bossa Nova, Rítmica e Levadas Brasileiras para Piano), alguns dos quais publicados pela Editora Irmãos Vitale e com tradução em inglês.Ativo na cena musical como solista, músico de estúdio e arranjador, tem participado da gravação/produção de diversos discos. Em 2012, seu CD autoral “Interferências” ganhou uma versão japonesa. Seu segundo CD faz uma releitura moderna de algumas composições do sambista Noel Rosa.

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