Jazz Modal: suas características e sua fundamentação estético-musical

Jazz Modal: suas características e sua fundamentação estético-musical

Surgido na segunda metade do século XX como forma de oposição estética à corrente chamada be-bop, o Jazz Modal revolucionou a linguagem jazzística. No vídeo a seguir evidenciamos as suas características principais e a sua fundamentação estético-musical.

Aprofundando o estudo das músicas citadas:

“So what” – Miles Davis, 1959

Construída na forma AABA (com cada seção de 8 compassos), a composição utiliza apenas dois acordes: Dm7 e Ebm7.

Foi gravada pela primeira vez no disco “Kind of Blue” de Miles Davis (1959). A melodia é realizada pelo contrabaixo (Paul Chambers). O pianista (Bill Evans) toca um tipo de voicings, com uma disposição por quartas e um intervalo de terça na parte superior, que irá se tornar conhecido como “acorde So what”.

A estrutura da música “So what”, com seus dois acordes, foi utilizada por outros compositores. A improvisação sobre os acordes Dm7 e Ebm7 tornou-se um padrão do Jazz modal.

“Impressions” – John Coltrane, 1963

A estrutura AABA de 32 compassos e dois acordes assim como proposta por Miles Davis em “So what” (Dm7 e Ebm7) se tornou bastante utilizada pelos jazzistas da época.

A música “Impressions” de John Coltrane, gravada pela primeira vez no disco homônimo em 1963, propõe a mesma estrutura harmônica. A proposta estética, todavia, é diferente: o tempo da música se torna rápido e a improvisação vai em busca de uma nova linguagem. Nela encontramos, entre outras coisas, o uso de intervalos de quartas e pentatônicas.

“Maiden Voyage” – Herbie Hancock, 1965

A estrutura da música “Maiden Voyage” é um pouco mais rica de acordes do que as anteriores. As escalas utilizadas são mixolídias e dóricas (confira a partitura).

Voicings por quartas e híbridos (quartas e terças) no Jazz modal

Ao explorar as escalas modais, os músicos da época começaram a construir acordes por quartas ou híbridos sobre vários graus de cada escala. Cada voicing traz cores específicas, criando variedade dentro da mesma escala. A figura ao lado mostra os voicings utilizados por Herbie Hancock para acompanhar a música “Maiden Voyage”.

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Turi Collura é pianista, compositor, músico profissional. Atua como professor em Cursos de Pós-Graduação, em Conservatórios e Festivais de música pelo Brasil e no exterior.Formado na Itália em Disciplinas da Música (Bolonha) e na Escola de Jazz (Milão), é Mestre pela UFES, e Pós-graduado pela mesma Instituição.Turi é Coordenador Pedagógico do Terra da Música e Professor de alguns cursos online. É autor de métodos em livros e DVD (Improvisação, Piano Bossa Nova, Rítmica e Levadas Brasileiras para Piano), alguns dos quais publicados pela Editora Irmãos Vitale e com tradução em inglês.Ativo na cena musical como solista, músico de estúdio e arranjador, tem participado da gravação/produção de diversos discos. Em 2012, seu CD autoral “Interferências” ganhou uma versão japonesa. Seu segundo CD faz uma releitura moderna de algumas composições do sambista Noel Rosa.

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